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Comunidade Quilombola Riacho Branco recebe representante da Fundação Palmares.

  • Foto do escritor: fhundeso
    fhundeso
  • 13 de abr.
  • 2 min de leitura
Visita do representante oficial da Fundação Cultural Palmares no estado de Alagoas Balbino Praxedes Júnior, na comunidade Quilombola Riacho Branco
Ao centro Balbino Praxedes Júnior, representante oficial da Fundação Cultural Palmares no estado de Alagoas, Leone a esquerda, Doté Elias na esquerda de Leone e as familias da comunidade Riacho Branco

O Hunkpame Ayono Hundeso, através do Ponto de Cultura Família Hundeso, vem realizando um importante trabalho de registro histórico e catalogação de espaços ancestrais na comunidade Riacho Branco, território marcado pela presença afro-indígena e pela memória do “negro fujão”, expressão utilizada pelos mais velhos da comunidade para se referirem aos ancestrais negros que deixaram suas raízes no local.


No dia 13 de abril, a comunidade recebeu Balbino Praxedes Júnior, representante oficial da Fundação Cultural Palmares no estado de Alagoas, acompanhado do Mestre Denis Angola e Leone. A visita aconteceu a convite do sacerdote e coordenador do Ponto de Cultura Família Hundeso, Doté Elias, com o objetivo de apresentar a realidade das famílias que vivem na comunidade sem acesso pleno aos seus direitos sociais e territoriais.

Reunão com as famílias da comunidade riacho branco
Reunão com as famílias da comunidade riacho branco

Durante a visita, Balbino conheceu de perto a riqueza histórica, cultural e ancestral da comunidade, além das dificuldades enfrentadas pelos moradores na luta pelo reconhecimento e valorização do território.


Gameleiro pertencente a Comunidade Quilombola Riacho Branco/JG
Gameleiro pertencente a Comunidade Quilombola Riacho Branco/JG

Entre os espaços registrados estão o grande gameleiro — considerado símbolo ancestral da comunidade — e a árvore de Orobô, fruto de origem africana. Segundo os moradores, sob o gameleiro nasce a fonte que dá origem ao riacho que nomeia a comunidade Riacho Branco. Os registros fazem parte do processo de reconhecimento e preservação da memória ancestral do território.

Arvore do Fruto Orobô na comunidade riacho branco (fruto africano)
Arvore do Fruto Orobô na comunidade riacho branco (fruto africano)

Além da ancestralidade, a visita também destacou aspectos culturais tradicionais da comunidade, como as antigas casas de farinha, hoje cada vez mais escassas, os artesanatos produzidos com palha e cipó, os relatos sobre a antiga banda de pífano e o cultivo agrícola mantido pelas famílias locais.


A iniciativa fortalece o debate sobre políticas públicas voltadas às comunidades tradicionais, à valorização da cultura afro-indígena e à garantia de direitos históricos para os povos que preservam a memória e a identidade do território.

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