A cultura popular da comunidade é preservada por meio das histórias, cantos, lembranças e ensinamentos transmitidos oralmente entre gerações.
Uma moradora recorda músicas cantadas por seu marido, inspiradas no gameleiro e na vida do sertão, como:
“Alô, gameleiro pesado...”
“O poema é nordestino...”
“Vaqueiro chamando gado...”
Grande parte das memórias sobre a história local vem dos ensinamentos dos mais velhos, especialmente de Antônio Laurentino, lembrado como um grande contador de histórias da região.
Segundo esses relatos, antigamente o território era “todo mato”, existindo “tocas” ou buracos onde negros antigos se escondiam ou moravam. Também são lembradas figuras conhecidas por apelidos, como “Pé de Espeto”, “Nego Nú”, “Nego Fujão” e “Negro Caboclo”.
Essas histórias permanecem vivas como parte da memória coletiva da comunidade e revelam a importância da tradição oral na preservação da identidade do povo de Riacho Branco.
Os moradores demonstram profundo respeito pelos antigos, reconhecendo neles os guardiões da memória e da história do território.