A 6ª Conferência Municipal de Saúde de Joaquim Gomes, realizada na segunda-feira (22), foi marcada por uma denúncia feita pelo presidente da Família Hùndésô, Doté Elias. Durante sua participação no evento, ele afirmou que a Câmara Municipal não deu encaminhamento a um pedido de audiência pública protocolado pela organização para discutir a realidade de comunidades rurais e tradicionais do município.
Segundo Doté Elias, o ofício foi entregue à Câmara em 10 de março de 2026 e tinha como objetivo solicitar uma audiência pública para apresentar um diagnóstico sobre a situação vivida por moradores de comunidades como Riacho Branco, Cobras, Bolar, Formosa e Bananeira, além de propor medidas voltadas à ampliação do acesso às políticas públicas.
De acordo com o presidente da instituição, a audiência reuniria lideranças comunitárias e representantes da sociedade civil para discutir temas relacionados à saúde, assistência social, educação, infraestrutura e garantia de direitos.
Durante seu pronunciamento, Doté afirmou que o documento foi recebido pela Câmara, mas, segundo ele, não foi formalmente protocolado nem houve retorno à solicitação.
"Mobilizamos lideranças comunitárias, organizamos uma apresentação com dados e propostas e solicitamos esse espaço de diálogo. Nossa intenção era apresentar soluções e contribuir com o município. Infelizmente, não tivemos a oportunidade de sermos ouvidos", declarou.
Ainda em sua fala, o representante da Família Hùndésô criticou a ausência de diálogo com comunidades que vivem em áreas rurais e de difícil acesso, afirmando que muitas delas continuam enfrentando dificuldades para acessar serviços públicos básicos.
A organização defendeu que o Poder Legislativo amplie os canais de participação popular e fortaleça mecanismos de escuta da sociedade civil, permitindo que organizações comunitárias, movimentos sociais e moradores possam contribuir para a construção de políticas públicas.
Em nota, a Família Hùndésô reiterou que a participação social é um princípio fundamental da democracia e que espaços como audiências públicas representam instrumentos importantes para aproximar o poder público das necessidades da população, especialmente das comunidades em situação de maior vulnerabilidade.