Maceió (AL) — O pátio do Museu Théo Brandão recebeu, nesta quarta-feira (2), às 16h, o encontro “Memórias Alagoanas do Axé: Coleção do Museu Théo Brandão”, programação dedicada à valorização da memória, da ancestralidade e do patrimônio cultural afro-alagoano.
A iniciativa propõe aproximar o acervo preservado pelo museu dos saberes, das vozes e das memórias das comunidades de terreiro de Alagoas. A proposta vai além da apresentação de documentos e registros históricos: busca fortalecer a escuta, o diálogo e a participação das próprias comunidades na preservação e continuidade de seus patrimônios culturais.
Memória e ancestralidade
Um dos principais momentos da programação foi o lançamento público de registros sonoros que integram a Coleção do Museu Théo Brandão. Os materiais foram produzidos em um contexto histórico em que diferentes manifestações da cultura afro-alagoana foram registradas.
Os documentos preservam vozes, cantos, histórias e experiências que contribuem para a compreensão da trajetória da cultura popular e das religiões de matriz africana em Alagoas.
Acervo como instrumento de diálogo
A programação também reforça a importância de aproximar instituições de memória das comunidades responsáveis pela manutenção de tradições culturais transmitidas entre gerações.
Nesse sentido, a iniciativa busca reconhecer o protagonismo das comunidades de terreiro na preservação de seus saberes e fortalecer processos de restituição, valorização e reconhecimento do patrimônio cultural afro-alagoano.
A Coleção do Museu Théo Brandão representa, assim, não apenas um conjunto de documentos históricos, mas também uma possibilidade de diálogo com as comunidades que mantêm vivas manifestações, conhecimentos e práticas fundamentais para a história cultural de Alagoas.
Programação valoriza cultura afro-alagoana
Além da restituição dos registros sonoros, a programação contou com Abertura Institucional, apresentação do projeto “Coleção Museu Théo Brandão” e uma Mesa de Memórias, dedicada às discussões sobre memória, patrimônio, cultura afro-alagoana e restituição.
A programação pretendeu reunir diferentes vozes em torno de uma pergunta fundamental: como preservar uma memória sem deixar de ouvir aqueles que a mantêm viva?
É a partir dessa perspectiva que o Museu Théo Brandão abre suas portas para um encontro que conecta passado e presente, acervo e comunidade, pesquisa e ancestralidade.
Mais do que apresentar um acervo, o evento propôs escutar, restituir e reencontrar memórias. Propõe reconhecer que, por trás de cada registro, existem pessoas, histórias, experiências e tradições que continuam vivas.